O NVIS-TUGA foi criado por civis e militares, investigadores e profissionais de engenharia, veteranos, que ao longo dos últimos 50 anos participaram em missões da arma das transmissões, no âmbito da Defesa Nacional, NATO, ONU e EUFOR, em TO da guerra colonial nas colónias portuguesas e missões de paz da ONUMOZ, UNAVEM, IFOR, SFOR, KFOR, EUFOR e ISAF, abrangendo os três ramos das forças armadas, exército, marinha (fuzileiros) e força aérea

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NVIS Táctico




Mapa com os ângulos típicos de radiação, e a sua reflexão na ionosfera, situada a cerca de 250 a 300 km de altitude média.
O NVIS táctico é empregue nas ligações acima da linha de vista e/ou onda de solo, situadas acima dos 15 a 30 km, e num máximo de alcance de cobertura entre 400 a 600 km de distância.

6 comentários:

  1. Vantagens e desvantagens do NVIS

    As radiocomunicações por efeito de NVIS servem para fazer a cobertura das áreas situadas na zona de sombra da comunicação ionosférica, isto é, permitem as ligações de rádio com zonas que não estão suficientemente próximas para receber as ondas propagadas por linha de vista (line of signe) e por onda de solo (groundwave), nem estão demasiadamente distantes que permitam receber os sinais reflectidos pela ionosfera através das ondas de céu (skywaves).

    Neste domínio táctico, o emprego das antenas para as comunicações de NVIS, resultam numa dupla vantagem, permitem fazer cobertura das zonas de sombra, e limitam o alcance das radiocomunicações ionosféricas a longa distância, em virtude dos elevados ângulos de radiação vertical das antenas.

    Vantagens das comunicações por NVIS:

    - Não requer nenhuma infra-estrutura tal qual requerem os repetidores e satélites.

    - Duas estações que empreguem técnicas de NVIS podem estabelecer comunicações de confiança, sem o suporte de nenhum outro sistema adicional (satélite ou retransmissor).

    - A propagação por NVIS está livre do desvanecimento dos sinais produzidos pelo fading.

    - As antenas para operar nas frequências de NVIS operam relativamente próximas do solo, podem ser facilmente erguidas num curto período de tempo, por uma pequena equipa ou por apenas um operador.

    - As radiocomunicações para curtas distâncias em terrenos de profunda orografia, vales profundos, montanhas e florestas, não são nenhum problema para a propagação por NVIS.

    - O trajecto de ida à ionosfera e volta ao solo é curto, algumas centenas de quilómetros, as maiores perdas de sinal, por vezes, estão sujeitos a outros factores como as perdas por inserção através das camadas intermédias da ionosfera.

    - As técnicas de NVIS podem permitir a redução drástica do ruído e interferências, resultando numa substancial melhoria da relação sinal/ruído.

    - Beneficiando de substancial melhoria na relação sinal/ruído, e de menos perdas no trajecto, as comunicações por NVIS permitem poder trabalhar com menor potência de emissão.

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  2. Desvantagens da operação por NVIS:

    - Para obter os resultados desejados, ambas as estações, devem dispor de antenas e optimizar os seus dispositivos irradiantes para operar por efeito de NVIS.

    - Se uma estação opera com antena vertical ou horizontal, cuja característica de radiação tem ângulos baixos, e favorece a propagação em linha de vista e onda de solo, enquanto a estação correspondente emprega antenas para NVIS (com ângulos muito altos de radiação) os resultados não podem ser favoráveis. Quase todas as estações dispõem de antenas que podem favorecer o efeito de NVIS (como a antena dipolo, desde que funcione com reflexão de molde a elevar a radiação vertical). O emprego de antenas verticais e veiculares do tipo whip não são indicadas para NVIS.

    - A propagação por efeito de NVIS não ocorre em todas as frequências de HF.

    - Existem organismos que fazem a sondagem diária das camadas da ionosfera, que determinam e publicam de duas em duas horas o seu coeficiente de reflexão foF2. A frequência do efeito de NVIS está situada entre 69 e 74% do valor da máxima frequência de reflexão que é denominada por frequência critica ou MUF (foF2).

    - O planeamento das frequências para explorar o efeito de NVIS dever ser cuidadoso, a reflexão por NVIS ocorre num pequeno segmento de frequências, e varia com a latitude e o meridiano solar.

    - As frequências mais adequadas para explorar o efeito de NVIS, estão situadas nas zonas mais ruidosas do espectro radioeléctrico. São as frequências onde o ruído atmosférico é por vezes mais intenso.

    - As frequências de NVIS exigem o emprego de grandes antenas, em virtude do elevado comprimento de onda. Nestas frequências as larguras de banda são relativamente pequenas, para a transmissão digital.

    Em virtude das variações que ocorrem na ionosfera, produzidas pela actividade solar na transição do dia e noite, é subjacente o planeamento de frequências para operação diurna e nocturna, de modo a assegurar as comunicações por NVIS num período de 24 horas.

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  3. Promete ser interessante, mas actualizem os mapas de MUF do PROPLAB que estão 3 anos desactualizados. Já agora colequem tambem um feed para o ionograma de Arenosillo em huelva, pois dá melhor ideia da NVIS sobre Portugal, especialmente para Sul.

    73 de CT4RK

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  4. Neves
    já divulguei para a comunidade radioamadorística
    e como podes ver já tiveste a visita do Mourato
    um dos radioamadores mais entendidos na matéria
    Matos

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  5. Virá a ser certamente muito interessante, especialmente para os QSO´s em HF ao nivel nacional.

    Seria interessante na area de "Ionogramas em tempo real" colocar link directamente às ionosondas de EL ARENOSILLO e Roquetes.

    João Costa, CT1FBF

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  6. Caro Neves,

    Por motivos conjunturais, Portugal não dispõe de sonda ionosférica activa. O radar que funcionou em Barcarena no ICP-ANACOM faz 15 anos que está desactivado pelo que não fornece dados para a rede europeia.

    De todas as formas, a medição da frequência crítica de reflexão dentro do território nacional, varia cerca de 150 kHz, por cada grau de desvio na latitude, dentro do mesmo meridiano solar. De referir que em algumas condições de propagação, a largura de espectro da frequência crítica de reflexão pode ser inferior a 500 kHz.

    Neste contexto, os dados fornecidos pelas estações quer de Tarragona, quer de Huelva, não correspondem à frequência de reflexão que ocorre em território nacional, a norte, ao centro e sul do continente. Logo, os dados mais próximos são aqueles que se obtém das medidas efectuadas pela sonda ionosférica situada na mesma latitude da região centro do continente, com uma dispersão de cerca de 1 hora de atraso no período da manhã e 1 hora de avanço no período da tarde, relativas ao meio dia solar.

    O mapa dos dados relativos à altitude da camada F2, número de manchas solares (SSN) e frequência crítica de reflexão (foF2), medidos e registados pelo software Proplab-Pro estão absolutamente actualizados. A data de 19 de Dezembro de 2007 refere a data em que teve início esta aplicação, o que em nada se relaciona com a actualização dos dados aqui fornecidos e que são actualizados de 5 em 5 minutos. Assim como a actualização da absorção ionosférica na camada D, é feita de minuto a minuto.

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